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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Feliz Natal 2013!!


Sem dúvida que estamos num período difícil da nossa história.
Onde são exigidos esforços, físicos e psicológicos, para lá do que fomos levados a nos adaptar.
No entanto, há uma coisa que não duvidamos! Será um tempo de grande aprendizagem e desenvolvimento, adaptação e libertação psicológica, onde a motivação e esperança terão um papel fundamental neste processo e na sua adequada conclusão!
Que esta época seja sinónimo disso: de uma libertação e revitalização das energias psicológicas necessárias ao presente e ao futuro!
 


Tiago A. G. Fonseca
Administrador do Psicologia Para Psicólogos

terça-feira, 14 de maio de 2013

[Psicologia e Política]: Solidariedade na Comunidade


Ontem à noite o Professor Marcelo Rebelo de Sousa falou de algo que achei curioso. Referiu-se aos gestos simbólicos de homenagem aos outros, como quando as suas aulas eram interrompidas para reunião de cientifico quando era jubilado algum docente, ou como referiu no tema central desse comentário, o facto de a Queima das Fitas do Porto não ter sido interrompida com a morte do estudante.
Tirou, o Professor, como conclusão, que os pequenos gestos como estes se estavam a perder, dizendo que a solidariedade entre as pessoas está a diminuir.
O que leva a esta quebra? Será o desvalorizar do ser humano? A azáfama da sociedade que não permite quebras temporais? Ou a falta de pensamento de que alguém poderia achar qualquer um destes actos importante? Penso que será um pouco de todas, com especial incidência na última, o que me parece mais preocupante.

Mas nem tudo é assim. Assistimos nos dias de hoje a um crescente de ajuda entre as pessoas, de actos de solidariedade que ajudam várias famílias e à vontade de uma sociedade em desenvolver os esforços necessários para nunca abandonar os seus. Isto é, a solidariedade pelo ser humano, pela esperança do novo dia, e pelo poio ao outro, que presta a cada um a sua própria esperança de um mundo melhor.

Encontramos assim dois tipos de solidariedade. Um a decrescer, como são os gestos simbólicos de homenagem, apoio, auxilio a alguém, de forma indirecta; e outro a crescer, como são os gestos de contributo e ajuda, de forma directa a alguém. O primeiro ligado a uma base psicológica de importância, papel e estatuto social, e o segundo ligado ao que é a manutenção física e psicológica de alguém, no sentido da sua sustentação “sobrevivencial”.
Este segundo tipo, onde a comunidade actua na própria comunidade, representa um equilíbrio entre a generosidade da esperança e o egocentrismo do desespero, onde não faz sentido, a quem ajuda, a falta de esperança, mas que se guia, sempre de forma não consciente, por uma motivação proveniente do que é o sentimento de desespero que o impele a agir.

De qualquer forma, e concluindo, o segundo tipo de solidariedade é o que nos faz pessoas. É o que nos torna dignos de sermos comunidade e é algo que nunca deve ser perdido, pois quando a tendência motivacional a ajudar o próximo deixar de existir, aquilo que nos faz ser pessoa também desaparece.
Contudo, e indo ao encontro do que disse o Professor, o primeiro tipo é o que possibilita a identificação social, criando pequenos costumes e hábitos que criam laços entre as diferentes comunidades, nos seus costumes e formas de homenagear as suas pessoas.

Tiago A. G. Fonseca

terça-feira, 19 de março de 2013

[Psicologia e Política]: Instabilidade Política 2: O Outro Lado

É importante que se perceba e esclareça que política não se resume a partidos políticos.
Política é a acção em função das pessoas, normalmente, relativo à gestão e administração de grupos populacionais, como autarquias ou estados e países. Mas desengane-se quem acha que agir para e pelos outros não é sempre política. Quando participamos numa associação, num grupo desportivo, numa instituição, e agimos no sentido da promoção dos outros, criando plataformas e condições favoráveis e de melhoramento da vivência dos outros, seja com que tipo de serviços forem, estamos a fazer política.
Aqui, e dependendo – obviamente – das intenções de cada um, estaremos a promover a nossa própria auto-estima, realizando acções que promovem algo de bom nos outros. A continuação de boas práticas promove outras, motivando quem as pratica. É importante termos objectivos e conseguir alcançá-los, mas sobretudo, pensar como os podemos alcançar. E esta é claramente uma boa forma. A esperança não desaparece quando vemos que a nossa acção faz bem nos outros, e que os outros se sentem mais esperançados e motivados na sua própria acção e vivência pelo exemplo que lhes foi prestado. Esta é a cooperação da sociedade, funcionar uns para os outros. Isto é fazer política.
Todas as variáveis que foram faladas nesta e na publicação anterior – esperança, percepção de controlo e de segurança, auto-estima e motivação – dependem da nossa percepção do quanto estamos inseridos, do quanto somos ouvidos, do quanto nos parece que algo é feito por nós quando é evocado em nosso nome. Mas nem sempre esta percepção é correcta, pois as variáveis que a influenciam são muitas.
Diria que a percepção de controlo tem aqui um papel chave. Se percebermos o que podemos influenciar no meio, se percebermos o que podemos e devemos controlar do que nos rodeia, se percebermos que devemos partilhar o controlo sobre diversas actividades e situações, conseguimos estar melhor connosco próprios, em coerência, e promover em nós bem-estar psicológico, essencial para a calma necessária à percepção correcta das outras variáveis.
Nem tudo é realidade, mas tudo são percepções.

Tiago A. G. Fonseca

segunda-feira, 4 de março de 2013

[Psicologia e Política] Instabilidade Política…

… é Instabilidade Social. Instabilidade Política é Instabilidade Social.

A Instabilidade Política – Nacional e Internacional – não é coisa de políticos. A ser coisa, é coisa de todos. Esta instabilidade cria - além das óbvias - mais dificuldades do que se pensa, estendendo-se além das económicas. E as dificuldades psicológicas que lhe seguem são bem pesadas e reais. Ficam apenas alguns tópicos para reflexão.

Percepção de Controlo – Quanto mais nos parece que não controlamos o nosso meio, menos percepção de controlo iremos ter. Esta percepção estagna a motivação de criar, planear e alcançar objectivos.
Auto-estima – Sem percepcionar boas novidades em nosso redor e nas nossas pessoas, o “gostar de nós” é dificultado. Acrescem aqui as dificuldades reais existentes que relacionam a auto-estima com o tópico seguinte: Esperança.
Esperança – Este sentimento é essencial à vida. A baixa auto-estima é a chama que acende a falta de esperança: em nós próprios e no futuro num geral. Esta falta de esperança é promovida pela percepção de insucessos nos objectivos, pessoais e colectivos.

Sim, é um ciclo. Percepção de instabilidade leva à percepção de controlo diminuída que, ao atenuar a motivação para a acção eficiente, promove a baixa-auto estima. Esta leva ao sentimento de esperança reduzido, ou seja, num futuro de reduzidos objectivos.

            É importante ter noção que todos, enquanto cidadãos, somos cuidadores e responsáveis pela instabilidade política (como se de uma pessoa se tratasse), e que todos, e não só os agentes políticos, somos cuidadores e responsáveis pela instabilidade social (como se de uma pessoa se tratasse).

            Na próxima publicação da rubrica, irei escrever sobre o mesmo, mas de uma perspectiva interventiva, onde nós, cada cidadão, pode intervir nestes seus tópicos de forma a regulá-los.

            Tiago A. G. Fonseca