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quinta-feira, 6 de junho de 2013

[ConsultoriaRH]: Sim ou não às especialidades…


Ultimamente tem sido tópico de algumas conversas de café a dificuldade que é encontrar emprego após finalizado o Mestrado em Psicologia. São diversos os desafios que cada um de nós enfrenta no dia-a-dia, quer seja pela dificuldade de acesso à ordem, ou a estágios remunerados ou pior, não encontramos efectivamente algo que corresponda às nossas expectativas.

Aqui, muitas vezes, a única solução que temos é adaptarmo-nos à situação actual e repensarmos as nossas prioridades e as nossas motivações de carreira. Deste modo, a nossa adaptação não deverá passar por uma abordagem cega aos problemas, mas devemos antes privilegiar uma análise cuidada da nossa situação actual, do nosso background e do nosso futuro.

Muitas vezes surge a questão: É boa ideia mudar de “especialidade”?

A resposta a esta pergunta depende efectivamente de cada um, não há, neste momento, a possibilidade de afirmarmos se é certo ou errado uma pessoa de clínica vir trabalhar para a área de recursos humanos ou vice-versa. A verdade é que cada um de nós, mais do que ninguém, tem que encontrar o caminho que melhor o conduz ao seu destino, sendo que esse destino pode ser a anos de luz do que tinha perspectivado inicialmente. No contexto actual, a capacidade de adaptação surge como uma das competências mais importantes para os recém-licenciados de todas as áreas e mais ainda naquelas de conhecida baixa empregabilidade.

Portanto, enquanto a ordem não ditar as fronteiras, nós podemos procurar o nosso caminho, a situação da empregabilidade dos psicólogos em Portugal é complexa, mas não vamos desistir.

Inês Lemos

quarta-feira, 13 de março de 2013

[ConsultoriaRH]: EXPO RH – 13 e 14 de Março

Transformação e mudança” é o mote do ExpoRH 2013 que terá lugar nos dias 13 e 14 de Março, no Centro de Congressos do Estoril!
 
Trata-se de um evento gratuito, que reúne diversos profissionais da área da gestão de pessoas, revelando-se uma das melhores oportunidades para interagir com a fauna dos recursos humanos! Assim, independentemente do toque irónico desta afirmação, a verdade é ninguém é uma ilha e sozinhos não vamos muito longe! É importante estarmos abertos a novas ideias, novos conteúdos e novas abordagens, para que proactivamente consigamos investir em nós mesmos, desenvolvendo não só a nossa forma de pensar, mas também o nosso espírito crítico, alargando ainda o nosso conhecimento da nossa própria área de actuação. Obviamente que neste evento vamos encontrar speakers mais ou menos interessante, portanto a chave está numa boa análise cuidada do programa, seleccionando não só os temas que nos despertam mais interesse, mas também os interlocutores.

Entre visitantes, expositores e speakers, cada um tem a sua agenda pessoal, e os seus próprios objectivos a atingir com a participação nesta conferencia…. Eu por minha parte acho que é uma excelente oportunidade para conhecer interlocutores interessantes, bem como práticas de recursos humanos com as quais não tenho oportunidade de contactar diariamente.

Em suma, quem tiver recursos “temporais disponíveis”, devia pelo menos ir um dia, principalmente psicólogos recém ou em via de se formarem!

Inês Lemos

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

[ConsultoriaRH]: Stress nas Empresas


A OPP lançou uma notícia no seu sítio sobre o Stress nas Empresas, onde Samuel Antunes, Vice-Presidente da OPP, comenta o problema no programa "Marca Pessoal" da TVI24.
Esta publicação é feita em parceria, com um comentário meu, com foco na Psicologia Organizacional, e outro do autor Tiago A. G. Fonseca, com foco na Psicologia Clínica.
 

Do ponto de vista organizacional, o stress nas empresas é sem dúvida um fenómeno com tendência para se acentuar, nomeadamente na sequência da crise económica actual. O facto de 79% dos Gestores Europeus estarem preocupados com o stress no trabalho é um dado interessante, porém, não acredito que seja através de certificações que vamos encontrar a chave que abre a porta das organizações à psicologia clínica. Deste modo, é necessário investir não só na divulgação, mas acima de tudo na afirmação sustentada dos benefícios que o psicólogo clínico poderá aportar a uma organização. É necessário trabalhar no sentido de conseguirmos apresentar resultados que demonstrem de forma inequívoca que se trata de um investimento com retorno para a organização. Deste modo, se conseguirmos identificar indicadores de resultados, como por exemplo, absentismo ou a satisfação dos colaboradores, e demonstrarmos a incidência da acção do psicólogo sobre as mesmas, conseguiremos ganhar espaço neste novo nicho de mercado, através das nossas valências. Para tal será ainda necessário romper com os conceitos tradicionais das consultas psicológicas e estarmos disponíveis para encarar novos desafios e conquistar novos territórios.

Para o Tiago, “este é um problema onde é clara a necessária intervenção dos Psicólogos. 85% dos gestores mostram estar preocupados, o que indica a importância que dão a esta questão, o que se torna importante para a identificação e intervenção no problema. De qualquer forma, apenas 15% afirma ter formas de intervir neste problema. E é aqui que, como diz Samuel Antunes, a OPP pode ter uma palavra, apoiando as organizações e incentivando à rápida adesão aos serviços de intervenção psicológica. Para isto, têm os próprios psicólogos clínicos ser receptivos a esta intervenção.
De forma muito rápida, 50 a 60% do absentismo nas empresas é causado pelo stress, segundo Samuel Antunes. É grave do ponto de vista pessoal, social e económico. A acrescentar a isto, a empresa é apenas um dos factores de stress diário a que um indivíduo está sujeito, e assim sendo, o stress deve ser encarado como um factor comum na acção humana, com causas e consequências diferentes em todos os indivíduos, mas que deve sofrer intervenção de destaque nos seus diversos contextos.
É um exemplo claro da necessária intervenção Organizacional e Clínica, e um exemplo claro de urgência na intervenção no problema, tendo em conta que estamos a falar de organizações e seus trabalhadores, base da produtividade nacional.

Inês Lemos

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Formação da OPP para os Membros Estagiários

            Caros leitores, estou a realizar a formação da OPP para os seus Membros Estagiários e decidi partilhar convosco esta experiência. Assim:

O que é afinal a formação destinada aos Membros Estagiários a realizar estágio profissional da OPP?

Na minha opinião a Ordem dos Psicólogos, conceptualmente, tem como principal objectivo a regulação da profissão. Acredito que se trata de uma missão de extrema importância e como tal, quando acreditamos em algo, devemos tentar envolvermo-nos e dar o nosso contributo. Assim, ainda que nesta fase inicial seja impossível não identificar inúmeras lacunas, não consigo ficar de fora, assumindo uma posição meramente critica, desprovida de qualquer contributo construtivo. Tendo isto em mente, estou na parte final do processo de acesso à ordem, tendo iniciado esta semana o curso de formação associado aos Estágios Profissionais da Ordem dos Psicólogos Portugueses em Lisboa, destinada aos Membros Estagiários a realizar estágio profissional da OPP.

Neste momento já assisti a mais de 10h de formação e tenho que admitir que todo o meu cepticismo inicial têm-se gradualmente transformado num crescente interesse e curiosidade, não só pela formação em si, mas acima de tudo pelas mais variadas áreas de actuação da psicologia. Mais precisamente, o módulo de Ética e Deontologia, ao invés do tédio teórico esperado, revelou-se num momento muito interessante, onde foram debatidos dilemas éticos que podem surgir no dia-a-dia de cada um de nós.

Para terminar, gostava de comunicar a minha total disponibilidade para esclarecer questões associadas a esta mítica formação, assumindo desde já o compromisso de utilizar futuras publicações para partilhar a minha experiência nesta etapa do acesso à ordem dos psicólogos que todos nós, ou já passamos ou ainda vamos passar.

Inês Lemos

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

[ConsultoriaRH]: Psicologia e Consultoria RH, qual a ligação?


A ligação entre a Psicologia e a Consultoria de RH poderá, à primeira vista, não ser clara para todos, pelo que se torna pertinente responder à questão: Psicologia e Consultoria, qual a ligação?
Da curta experiência que adquiri até ao momento, acredito que a missão primária de uma empresa de consultoria de RH é de estabelecer uma parceria (mais ou menos simbiótica), com cada um dos seus clientes, tendo subjacente o compromisso de o apoiar na concretização dos resultados desejados para a sua organização.
Se pensarmos nos mais diferentes eixos que podem influenciar a capacidade de uma empresa ter sucesso, a consultoria de recursos humanos centra-se num eixo especificamente constituído por todos nós, as pessoas. E é aqui que entra a psicologia, obviamente não na perspectiva mais tradicional, mas na perspectiva em que os recursos humanos, dentro das organizações, surgem como uma vantagem singular ao nível da competitividade, recurso este por vezes tão escasso quanto subvalorizado.
Deste modo, se todos concordarmos que a psicologia é a ciência que estuda o comportamento humano, torna-se claro perceber que é esse o vínculo que liga a psicologia às organizações – O seu comportamento.
Sempre que penso neste assunto dou por mim a viajar mentalmente até aos tempos de faculdade nos quais todos acusamos esta constante frustração: Para que é que me vai servir esta cadeira?
Se viajar no tempo fosse possível teria poupado algumas questões existenciais, porque agora vejo que muitas das aprendizagens, tiveram como principal objectivo construir e desenvolver a nossa maneira de pensar, de raciocinar, de abordar problemas e propor soluções.
No meu dia-a-dia, de forma mais ou menos explícita, recorro não só a esta forma de pensar, mas também a conhecimentos mais específicos que vão além dos adquiridos nos últimos anos de formação no núcleo de Psicologia dos Recursos do Trabalho e das Organizações. Em consultoria de RH, estão presentes questões associadas não só à observação, mas à consequente análise e avaliação, tanto de situações como efectivamente de pessoas, tendo como unidade base o seu comportamento.

Assim, independentemente de falarmos em recrutamento & selecção, estudos de cultura e clima organizacional, diagnósticos organizacionais, formação, coaching, mentoring, gestão da mudança, entre outros, estão sempre subjacentes as Pessoas e a Psicologia.

Inês Lemos

[ConsultoriaRH]: Apresentação!

Olá a todos!
 
Apesar de ter ainda uma curta experiência na área da Consultoria de Recursos Humanos, decidi participar neste blog não só por valorizar a minha formação base em Psicologia, mas também por achar importante integrar um projecto que procura explorar as diferentes áreas de intervenção da Psicologia.
Da minha parte focar-me-ei em falar daquilo que sei, daquilo que faço, ainda assim estou igualmente entusiasmada por conhecer as diferentes ideias e opiniões que serão partilhadas neste espaço pelos meus colegas.  
 
Obrigada!
Inês Lemos