Ultimamente
tem sido tópico de algumas conversas de café a dificuldade que é encontrar
emprego após finalizado o Mestrado em Psicologia. São diversos os desafios que
cada um de nós enfrenta no dia-a-dia, quer seja pela dificuldade de acesso à
ordem, ou a estágios remunerados ou pior, não encontramos efectivamente algo
que corresponda às nossas expectativas.
Aqui,
muitas vezes, a única solução que temos é adaptarmo-nos à situação actual e
repensarmos as nossas prioridades e as nossas motivações de carreira. Deste
modo, a nossa adaptação não deverá passar por uma abordagem cega aos problemas,
mas devemos antes privilegiar uma análise cuidada da nossa situação actual, do
nosso background e do nosso futuro.
Muitas
vezes surge a questão: É boa ideia mudar de “especialidade”?
A
resposta a esta pergunta depende efectivamente de cada um, não há, neste
momento, a possibilidade de afirmarmos se é certo ou errado uma pessoa de
clínica vir trabalhar para a área de recursos humanos ou vice-versa. A verdade
é que cada um de nós, mais do que ninguém, tem que encontrar o caminho que
melhor o conduz ao seu destino, sendo que esse destino pode ser a anos de luz
do que tinha perspectivado inicialmente. No contexto actual, a capacidade de
adaptação surge como uma das competências mais importantes para os
recém-licenciados de todas as áreas e mais ainda naquelas de conhecida baixa
empregabilidade.
Portanto,
enquanto a ordem não ditar as fronteiras, nós podemos procurar o nosso caminho,
a situação da empregabilidade dos psicólogos em Portugal é complexa, mas não
vamos desistir.
Inês
Lemos
