Quero falar-vos do I Encontro do Psicologia Para Psicólogos, que teve lugar na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa, dedicado ao tema “Pela Psicologia do Desenvolvimento: Criatividade e Arte”, e onde me deram o privilégio de participar.
Pela capacidade de iniciativa e organização da equipa responsável, pela escolha dos temas das várias comunicações, pelo encontro entre oradores seniors, dedicados à vida académica, e jovens psicólogos, que nos trouxeram a experiência viva de projectos de avaliação e intervenção para o desenvolvimento pessoal e social em que estão directamente envolvidos e até que já lideram.
Contudo, para mim, o sucesso deste acontecimento é particularmente importante, surpreendente e gratificante porque marca uma nova etapa da acção de um grupo de jovens adultos, que conheci ainda estudantes e que, exclusivamente com o seu trabalho, determinação e capacidade de autonomia, continuam a transformar para mais e melhor o que eles próprios já realizaram, indo sempre além do que, uns e outros, lhes fomos transmitindo e ensinando. Enfim, penso que este I Encontro promovido pelo Psicologia Para Psicólogos nos oferece um modelo de construção activa do próprio desenvolvimento psicológico, pessoal, académico e profissional, que desafia a nossa reflexão neste espaço que eles nos continuam a oferecer.
Vejamos, então, como a experiência de cálculo, gerido e regulado por outros, leva, pouco a pouco, a nossa criança a dispensar os seus tutores, fazer sozinha muitas contas e avaliar sozinha se essas contas estão certas ou erradas. Em síntese, para que o desenvolvimento da competência de cálculo numérico aconteça, a criança tem que “esquecer” a dependência dos seus tutores para gerir ela própria a sua acção, seleccionando os conhecimentos e os instrumentos necessários a cada situação e regulando, de forma autónoma, a utilização desse saber.
Maria Stella Aguiar
Referências


