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sábado, 4 de janeiro de 2014

Ano novo… Vida nova?


            Este é um entre tantos outros provérbios que costumamos usar no nosso dia-a-dia. Uma coisa é certa: quando queremos fazer algo de novo, de diferente, usamos uma marca temporal. “Às 10h!”, “Começa 2ªFeira”, “pode vir no princípio do mês” ou esta, “Ano novo, vida nova”. Mas não chega marcar a hora, é preciso a motivação para a tarefa.
            Há um ano escrevi sobre as famosas “New Year’s Resolutions”… como correu este ano face a elas? Conseguiram atingir os objectivos a que se propuseram? Concretizaram as mudanças que planearam no início do ano?
            Somos o que fazemos, o que pensámos e muito mais. Mas todas as mudanças e actualizações de pensamento que fazemos, também nos definem. Querer mudar é pensar sobre nós. Planear a mudança e não agir, é ficar a meio nesse pensamento.
            Termino reforçando o que disse o ano passado. As Resoluções de Ano Novo são uma forma motivacional de mudar, de planear o querer. Mas é preciso uma segunda parte, o agir e o motivar-se. Que se encaixem todas!

            Tiago A. G. Fonseca

quinta-feira, 4 de julho de 2013

O Trabalho Mais Difícil...

E porque mudar custa, é doloroso e contraditório aos esquemas em funcionamento, o trabalho mais difícil sempre é o que se realiza em nós próprios.
A psicoterapia dá ferramentas e coopera com o próprio neste trabalho, mas não o faz por ninguém.
Além disso, a mudança mais efectiva é a que o próprio realiza em si, pelo que essa intervenção depende sempre da motivação da pessoa e da colaboração para a qual se mostra disponível.
 

Tiago A. G. Fonseca

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Evolução do Conhecimento do Homem


            Apesar do falecimento aos 39 anos de idade, Blaise Pascal, matemático e filósofo francês do séc. XVII, é autor de uma das frases mais icónicas das teorias da aprendizagem humana. Deixo-vos o seu pensamento.

"Ninguém é tão ignorante que não tenha algo a ensinar,
e ninguém é tão sábio que não tenha algo a aprender."

            Ao observar de forma cuidada esta reflexão podemos assumir que ela surge da conclusão de uma grande e importante etapa de vida do seu proclamador. A constatação desta reflexão demonstra um dos grandes princípios da psicologia desde a sua origem, no que diz respeito à aprendizagem. O Homem é um ser em constante mudança e evolução, dependendo esta essencialmente de dois polos de acção: o que aprende, e por isso se aperfeiçoa, cria e evolui; e o que ensina, e por isso transmite, partilha e apreende.
Nunca ninguém estará vazio de conhecimento que não possua algo a transmitir, pelo que nunca ninguém será tão ignorante que não posso ensinar algo a outro.
Nunca ninguém estará cheio de conhecimento que poderá não assimilar algo, pelo que nunca ninguém será tão sapiente a ponto de não poder adquirir conhecimento.
O conhecimento de um é a lacuna ignorante de outro. A aprendizagem é nula quando o ignorante ou o sábio se acham como tal. Aqui, a evolução pára, pois a aquisição de conhecimento ou a sua partilha, não tem lugar.

Tiago A. G. Fonseca

segunda-feira, 1 de abril de 2013

[Psicologia e Política]: Tradições

Quero trazer-vos hoje um tema sempre actual. Tradições Culturais.

            Todas as culturas as têm, mais ou menos carregadas, com mais ou menos impacto social, com mais ou menos identificação cultural, mas é certo que elas são parte integrante de cada pessoa, integrada na cultura a que pertence, definindo-a e distinguindo-a entre sociedades.
            A imagem seguinte mostra uma tradição de grande história em Portugal, comparando a sua imagem de marca “tradição” com outras presentes num passado.

 


            Antes de mais quero esclarecer que não importa aqui a minha posição face às tradições mencionadas. Importa levantar algumas questões psicológicas que interferem na nossa posição face a essas tradições.

            Sabe-se que desde sempre existiu necessidade de passar às gerações seguintes o conhecimento das gerações anteriores. Isto acontece devido à noção da mortalidade do Homem, e faz-se através da realização de actividades que promovam a identificação dos povos. Com estas práticas, os conhecimentos e costumes de uma sociedade são transmitidos, e é assegurada a continuidade de uma tradição, de uma cultura, de uma sociedade. Podemos dizer que será tão mais duradoura uma população, quanto mais tempo souber preservar as suas tradições, os seus costumes e a sua cultura.

            Com o avançar do tempo surgiu uma questão moral associada às tradições: algumas delas têm impacto directo nas diferentes opiniões da população, dentro de uma mesma cultura.
            A associação directa a este fenómeno tem a ver com o avançar dos tempos e a disponibilidade da informação a todos elementos de uma população, que cria algo impensável há muitos, muitos anos: dentro de uma mesma população, com uma mesma cultura, existem diferentes opiniões, que se reflectem em diferentes visões de uma mesma tradição.
            O que é motivo de orgulho para uns, não é para outros. O que é alvo de identificação para uns, não o é para outros.

            Mas então, o que acontece em termos psicológicos? O que leva a mudanças nas tradições? O que leva à sua manutenção?
O que deve ser ponderado é o que pesa mais na nossa opinião. O que é de mais fácil aceitação. O que nos trás mais motivos de orgulho no que somos e no que pertencemos. O que nos dá mais momentos prazerosos.
Muitas das vezes, o que pesa nestas premissas é o hábito e o medo de mudança, e não a actividade em si. Como será se for diferente?
Outra dificuldade é na visualização da possibilidade. Dá para ser diferente?

Importa agora pensar que tradições queremos – e devemos – passar Às futuras gerações. Este pensamento é demonstrado quando vemos as outras tradições apresentadas na imagem. Umas desaparecem, outras modificam-se e outras mantêm-se.

O esquema psicológico onde nos movemos diariamente é o mais fácil. Mudar custa. Sejam tradições, sejam simples comportamentos idiossincráticos, que de simples, pouco têm.
Existem vários tipos de elos que nos unem enquanto pessoas de uma mesma sociedade, enquanto pessoas de uma mesma cultura, de uma mesma população. Somos da mesma vila, da mesma cidade, do mesmo país, falamos a mesma língua, temos a mesma formação, somos do mesmo clube. As actividades tradicionais unem estes grupos e dão-lhes – mais e maior – significado.

Tiago A. G. Fonseca

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

[Psicologia e Política]: Mudar Custa...


A acção política afecta tudo e todos. Quem se interessa por política e quem não se interessa por política. O que é facto é que a política funciona com as pessoas, no seio da população, implementando a mudança. A direcção dessa mudança não está aqui em causa, nem é alvo desta publicação.
Estas mudanças implicam as pessoas, o seu dia-a-dia, a sua gestão pessoal e colectiva, a sua acção e o seu pensamento. Mas mudar não é fácil. Nunca foi. E não é apenas em Política. Mudar não é fácil.

Sempre que as mudanças são aplicadas, estas são percebidas como boas ou más, e daí a sua percepção fazer variar a dificuldade da sua implementação e aceitação. Mas existe sempre dificuldade inicial. Não é para todos, pois há pessoas que se adaptam mais facilmente, outras que se adaptam com mais dificuldade. Outras, que pela sua experiência, não se querem adaptar. Outras ainda que não têm competências para isso. E ainda outras que não estão aptas a isso pelas suas condições actuais. Significa isto que nada está bem para todos ao mesmo tempo. É impossível.

O que é certo é que existem facilidades de mudança, já faladas nesta rubrica, que passam pela boa comunicação e pela facilitação da percepção das boas consequências da mudança. Mesmo assim existirão sempre pessoas que não ficarão satisfeitas com a mudança. Porquê? Porque por muito bom que seja, mudar custa.

Tiago A. G. Fonseca

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Mudar os Pacientes?


Hoje quero que pensem numa ideia e que partilhem o que ela vos diz.
É uma frase do meu Orientador e Professor, Doutor António Branco Vasco, dada a nós em Sessão de Supervisão de casos clínicos, em 2011.
Para a semana aprofundarei a mesma.

“Quem mudar o paciente, chumba!”
 
 
Tiago A. G. Fonseca