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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Controlo e Cooperação à luz do MCP


Trabalhei a fundo na minha dissertação de mestrado (Fonseca & Vasco, 2011) os conceitos de Controlo e de Cedência deste. A esta última, devido a questões gramaticais do nosso português, demos, mais tarde, o nome de Cooperação.
            Definimos estes conceitos como necessidades psicológicas, sendo estas as nossas conceptualizações das mesmas:
            A necessidade psicológica de controlo de um indivíduo é assim definida “como a procura de controlo de forma adaptativa, permitindo realizar uma avaliação realista do que pode e deve controlar, seja no próprio, nos outros ou no meio. Permite também estabelecer objectivos e definir como os atingir, capacitando a acção adequada às situações, escolhendo os comportamentos indicados para promover a adaptação. Contribui para a sensação de bem-estar, consigo e com os outros, mediante a percepção de controlo sobre a sua capacidade para influenciar o meio.
A necessidade psicológica de cedência de um indivíduo é assim definida “pela capacidade de ceder o seu controlo pessoal ou do meio, na aceitação da cooperação e colaboração com os outros para a obtenção de objectivos comuns a um colectivo, também importantes para o próprio. Assim, existe partilha de controlo com outros indivíduos, colaborando em tarefas específicas e acordadas. Contribui para a sensação de bem-estar, consigo e com os outros, num sentimento partilhado de pertença a um colectivo cooperante.

Recentemente encontrei duas imagens que demonstram a combinação e equilíbrio necessário entre Controlo e Cooperação, que passo a partilhar convosco.

Nesta primeira podemos ver o exercício do controlo pessoal, onde cada sujeito funciona para si, para os seus objectivos. No entanto, as situações do meio obrigam a funcionar com outros sujeitos, o que obriga à necessidade do equilíbrio do controlo com a cooperação, onde ambos funcionam cooperativamente, partilhando controlo pessoal, cedendo algum do mesmo.


Nesta segunda imagem, partindo dos pressupostos já explanados anteriormente, podemos observar o equilíbrio inverso. Numa situação que obriga à cooperação como é a navegação marítima, quando o meio assim o define, é necessário que se cedam limites pessoais para o alcançar de objectivos comuns. Partilhando o espaço, os sujeitos encontram uma forma comum de se adaptar.

Com estas duas imagens, e a visão deste necessário equilíbrio entre o Controlo e a Cooperação, é percebida a importância destes constructos enquanto necessidades psicológicas vitais do Self. Estas mostram ser centrais para o bom funcionamento e adaptação dos indivíduos, pois são transversais à grande maioria das situações do dia-a-dia.

Tiago A. G. Fonseca

quinta-feira, 4 de julho de 2013

O Trabalho Mais Difícil...

E porque mudar custa, é doloroso e contraditório aos esquemas em funcionamento, o trabalho mais difícil sempre é o que se realiza em nós próprios.
A psicoterapia dá ferramentas e coopera com o próprio neste trabalho, mas não o faz por ninguém.
Além disso, a mudança mais efectiva é a que o próprio realiza em si, pelo que essa intervenção depende sempre da motivação da pessoa e da colaboração para a qual se mostra disponível.
 

Tiago A. G. Fonseca