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segunda-feira, 8 de julho de 2013

[Psicologia e Política]: Lei da Co-adopção


Deixo-vos hoje, nesta rubrica, o tema mais recente que engloba estas duas vertentes: a Política, na vertente do que a sociedade pensa e age como lei de funcionamento pessoal e interpessoal, e a Psicologia, a relevância da aplicação politica para o próprio nas suas relações pessoais e com os outros.
            A nova lei da co-adopção por casais homossexuais foi bastante badalada. E como poderia não ser? Não se trata - apenas - de bom senso ou ideal. Trata-se da alteração psicológica de uma cultura, numa evolução em determinado sentido, que impele a mudança de percepção para este tema.
            Numa próxima publicação, irei descrever algumas das questões às quais o nosso Exmo. Bastonário da Ordem dos Psicólogos, Prof. Doutor Telmo Baptista, respondeu na sua audição na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias. Esta audição visava reflectir, com base nas questões colocadas pelos deputados da Assembleia da República, os factores subjacentes à errada em vigor desta lei, à luz da Psicologia. Segue o vídeo da audição.

           
Saliento a relevância dada, quase na totalidade, à criança, sendo ela o centro das questões, ao contrário do que vimos acontecer nos meios de comunicação.

            Tiago A. G. Fonseca

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

[ConsultoriaRH]: Stress nas Empresas


A OPP lançou uma notícia no seu sítio sobre o Stress nas Empresas, onde Samuel Antunes, Vice-Presidente da OPP, comenta o problema no programa "Marca Pessoal" da TVI24.
Esta publicação é feita em parceria, com um comentário meu, com foco na Psicologia Organizacional, e outro do autor Tiago A. G. Fonseca, com foco na Psicologia Clínica.
 

Do ponto de vista organizacional, o stress nas empresas é sem dúvida um fenómeno com tendência para se acentuar, nomeadamente na sequência da crise económica actual. O facto de 79% dos Gestores Europeus estarem preocupados com o stress no trabalho é um dado interessante, porém, não acredito que seja através de certificações que vamos encontrar a chave que abre a porta das organizações à psicologia clínica. Deste modo, é necessário investir não só na divulgação, mas acima de tudo na afirmação sustentada dos benefícios que o psicólogo clínico poderá aportar a uma organização. É necessário trabalhar no sentido de conseguirmos apresentar resultados que demonstrem de forma inequívoca que se trata de um investimento com retorno para a organização. Deste modo, se conseguirmos identificar indicadores de resultados, como por exemplo, absentismo ou a satisfação dos colaboradores, e demonstrarmos a incidência da acção do psicólogo sobre as mesmas, conseguiremos ganhar espaço neste novo nicho de mercado, através das nossas valências. Para tal será ainda necessário romper com os conceitos tradicionais das consultas psicológicas e estarmos disponíveis para encarar novos desafios e conquistar novos territórios.

Para o Tiago, “este é um problema onde é clara a necessária intervenção dos Psicólogos. 85% dos gestores mostram estar preocupados, o que indica a importância que dão a esta questão, o que se torna importante para a identificação e intervenção no problema. De qualquer forma, apenas 15% afirma ter formas de intervir neste problema. E é aqui que, como diz Samuel Antunes, a OPP pode ter uma palavra, apoiando as organizações e incentivando à rápida adesão aos serviços de intervenção psicológica. Para isto, têm os próprios psicólogos clínicos ser receptivos a esta intervenção.
De forma muito rápida, 50 a 60% do absentismo nas empresas é causado pelo stress, segundo Samuel Antunes. É grave do ponto de vista pessoal, social e económico. A acrescentar a isto, a empresa é apenas um dos factores de stress diário a que um indivíduo está sujeito, e assim sendo, o stress deve ser encarado como um factor comum na acção humana, com causas e consequências diferentes em todos os indivíduos, mas que deve sofrer intervenção de destaque nos seus diversos contextos.
É um exemplo claro da necessária intervenção Organizacional e Clínica, e um exemplo claro de urgência na intervenção no problema, tendo em conta que estamos a falar de organizações e seus trabalhadores, base da produtividade nacional.

Inês Lemos

sábado, 15 de dezembro de 2012

Os Psicólogos Marcam a Diferença (OPP)


No sentido de vincar a importância dos psicólogos nos diferentes contextos - clínico, educacional e organizacional -, a Ordem dos Psicólogos Portugueses promoveu “Os Psicólogos Fazem a Diferença”.


(Carrega na imagem para a veres em tamanho real)

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Formação da OPP para os Membros Estagiários

            Caros leitores, estou a realizar a formação da OPP para os seus Membros Estagiários e decidi partilhar convosco esta experiência. Assim:

O que é afinal a formação destinada aos Membros Estagiários a realizar estágio profissional da OPP?

Na minha opinião a Ordem dos Psicólogos, conceptualmente, tem como principal objectivo a regulação da profissão. Acredito que se trata de uma missão de extrema importância e como tal, quando acreditamos em algo, devemos tentar envolvermo-nos e dar o nosso contributo. Assim, ainda que nesta fase inicial seja impossível não identificar inúmeras lacunas, não consigo ficar de fora, assumindo uma posição meramente critica, desprovida de qualquer contributo construtivo. Tendo isto em mente, estou na parte final do processo de acesso à ordem, tendo iniciado esta semana o curso de formação associado aos Estágios Profissionais da Ordem dos Psicólogos Portugueses em Lisboa, destinada aos Membros Estagiários a realizar estágio profissional da OPP.

Neste momento já assisti a mais de 10h de formação e tenho que admitir que todo o meu cepticismo inicial têm-se gradualmente transformado num crescente interesse e curiosidade, não só pela formação em si, mas acima de tudo pelas mais variadas áreas de actuação da psicologia. Mais precisamente, o módulo de Ética e Deontologia, ao invés do tédio teórico esperado, revelou-se num momento muito interessante, onde foram debatidos dilemas éticos que podem surgir no dia-a-dia de cada um de nós.

Para terminar, gostava de comunicar a minha total disponibilidade para esclarecer questões associadas a esta mítica formação, assumindo desde já o compromisso de utilizar futuras publicações para partilhar a minha experiência nesta etapa do acesso à ordem dos psicólogos que todos nós, ou já passamos ou ainda vamos passar.

Inês Lemos