Mostrar mensagens com a etiqueta Evolução. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Evolução. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

[Psicologia e Política]: Moldar a Sociedade, de 1910 para 2000


Dando continuidade ao tema do “Moldar a Sociedade”, trago-vos um site curioso.
Em 1910, o pintor francês Villemard criou vários retractos que reflectem a ideia do autor e da sociedade da época sobre como seria o mundo no ano de 2000. Estão presentes na Biblioteca Nacional da França.

Aqui fica o site.

Olhando a estes retractos, temos mais um (vários) exemplo de como a sociedade evolui no sentido de confirmar o que necessita, o que lhe é coerente, o que tende a achar que precisa, no seu imaginar de dificuldades que tendem a ser solucionadas de forma mais pomposa possível, de modo a obter o que lhes parece ser a ideia de uma convivência em comunidade sem atritos ou barreiras. No entanto, podemos confirmar que vários destes retractos assentam na imaginação, não tendo sido confirmados, pelo menos, daquela forma, enquanto outros foram mais do que confirmados, tendo o ser humano conseguido alcançar o objectivo.
A retirar daqui o facto da perspectiva de evolução da sociedade ser uma constante. Nunca uma comunidade está contente com o que tem. Não sei até que ponto seria bom não imaginar mais além do que se tem, querer mais e ambicionar mais. Mas claramente não é bom quando as consequências dessa evolução tornam a sociedade tão diferente face à sua base de começo, tirando significado às alterações alcançadas.
A evolução deve sempre representar a sociedade, e não um grupo de pessoas que querem levar a evolução para determinado ramo. Nenhuma das questões retratadas mostra alterações do fundo de pensamento da sociedade, mas alteram a sua forma de funcionar com o mundo. É necessário pensar-se na evolução, antes de tender a caminhar, sem se saber se se está a avançar.

Tiago A. G. Fonseca

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

[Psicologia e Política]: Moldar a Sociedade


            Vivemos numa sociedade pouco ligada à política. Não quero aqui desdenhar se a galinha nasceu primeiro, ou se foi o ovo, se as pessoas se desligaram da política ou se os políticos se desligaram das suas pessoas – no entanto, esta última parece-me claramente a mais correcta. O que é certo é que todos os dias, os actos políticos moldam a forma como a sociedade se constrói, evolui, e sobretudo, se vê enquanto sociedade e comunidade.
            Tentarei, numa introspecção teórica sobre a nossa – a do Homem - evolução enquanto sociedade, colocar questões sobre a direcção dessa mesma evolução.
            As decisões que são tomadas, não só a nível concelhio, nacional, europeu e mundial, têm um impacto directo na vida de cada ser humano. Cada limitação da existência humana, ou falta dela, trará, quando a longo prazo, consequências no pensamento e consequente modo de agir das pessoas que deste espaço partilham.
            Uma sociedade adquire a cultura que escolhe, de forma mais ou menos directa, para evoluir. É por isso que os chamados direitos fundamentais são diferentes em cada país, e no geral, cada país vive décadas de paz com eles. No entanto, é de salientar as alterações que vão existindo. Estas, podemos atribuí-las a um sentido de evolução, seja em que direcção for, permitindo a que determinadas sociedades possam acompanhar a cultura de outra.
Em Portugal, recentemente, uma mais do que outra, existiram duas alterações a esses ditos direitos fundamentais do ser humano, que toldam a visão da vida e da existência na sociedade, que altera definições e molda a evolução. Mas destas duas questões em particular, falaremos em próximas publicações sobre este tema.
            Quero concluir chamando a atenção que, em termos psicológicos, o impacto da existência de regras ou ausência delas, são na mesma limitações ao pensamento e à acção, ou sejam, são linhas directrizes do que podemos, devemos e saberemos realizar.

            Tiago A. G. Fonseca