sábado, 9 de maio de 2009

Ciência e Saúde: Relação Emocional no Tratamento...

Relação Emocional Essencial Para Tratamentos

Médicos e farmacêuticos alegam que a relação de ambas as partes com os doentes é decisiva na prescrição de medicamentos genéricos. Num debate promovido pela Ordem dos Farmacêuticos, o INFARMED e a Associação Nacional de Farmacêuticos (ANF) não marcaram presença, sendo que a ANF comunicou achar melhor “não se fazer representar”.

Pedro Nunes, bastonário da Ordem dos Médicos, alegou que a “relação emocional” estabelecida com os doentes é “fundamental no cumprimento da terapêutica”, por garantir “a confiança nos medicamentos receitados”. O bastonário defendeu ainda que os doentes devem ter facilidade em trocar de médicos “sempre que não confiem nas suas opiniões”.

João Mendonça, presidente da Secção Regional de Lisboa da Ordem dos Farmacêuticos, explicou o interesse nos genéricos invocando o código deontológico e acrescentou que, em relação aos doentes mais desfavorecidos, prefere “tratá-los convenientemente mas com o mínimo de encargos possível”.

João Mendonça referiu-se à prescrição de medicamentos sem receita como sendo “casos de polícia originados por maus profissionais”. O presidente da Ordem dos Farmacêuticos diz que, muitas vezes, “são os farmacêuticos quem estão mais próximos doentes”, razão pela qual “deveriam ter maior influência na vida hospitalar”.

Rui Santos Ivo, director técnico da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica, considerou a legislação em vigor “equilibrada e flexível” por “respeitar a posição de médicos, farmacêuticos e doentes”. Rui Ivo realçou ainda o “aumento significativo” da venda de medicamentos genéricos em Portugal, que considera “valorizar o trabalho político realizado na área”.

Valter Anacleto
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Correio da Manha, 6 de Maio de 2009

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