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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Percepcionar um Sorriso

Quero dar-vos algumas informações antes de atentarem à imagem que se segue:
- A imagem refere-se a um anúncio de uma conhecida marca de pasta de dentes;
- Os dentes são das primeiras partes do corpo para onde olhamos quando nos dirigimos a alguém;

Vejam agora a imagem.
(Carrega na imagem para a veres em tamanho real)

Em que repararam nas três imagens?
No grande sorriso dos intervenientes? Nos restos de comida nos dentes dos senhores?

E repararam que na primeira imagem, o homem não tem uma orelha?
E repararam que na segunda imagem, o braço que está por cima do ombro do homem pertence a alguém que não está na imagem?
E repararam que na terceira imagem, a senhora tem seis dedos na mão?
Sim, podem ir confirmar.

As informações iniciais são as oferecidas pelo anúncio quando este é visto, e servem para influênciar a nossa percepção, direccionando-a. São activados os mecanismos de selecção perceptiva baseados na informação disponível.

Um olhar mais cuidadoso iria ver os erros, mas iria demorar mais tempo que o normal, se as indicações iniciais fossem, apenas, descobre os 2 erros presentes em cada segmento da imagem.
 
Este é um exercício que nos diz muito sobre a percepção.
A primeira, é que a mesma é manipulável pelo meio e pelas informações neste disponíveis. Outra, é a forma como a nossa percepção segue uma padrão de acção baseado na experiência, mesmo que, e neste caso, não ver uma orelha ou ver um braço a mais ou mesmo um dedo a mais seja mais fácil do que uma simples mancha nos dentes de alguém.
 
No entanto, este anúncio serve o seu propósito. Fazer notar que é mais importante o sorriso de alguém do que outras falhas que, apesar de tudo, consideramos mais importantes do ponto de vista estrutural.

Tiago A. G. Fonseca

domingo, 2 de dezembro de 2012

A Escolha dos Botões


Escolhe, o mais rápido possível, um botão para carregares. Só depois continua a ler.
 
 
Na imagem são mostrados dois botões.
O da esquerda, vermelho, tem escrito “The blue button is true”.
O da direita, azul, tem escrito “The red button is false”.
A tendência inicial é escolher a cor: Vermelho ou Azul?
Depois, o cérebro realiza algo que é impossível ao ser humano não realizar quando sabe: ler. Assim, há duas palavras que saltam: “True” e “False”.
E aqui o cérebro já escolheu um botão.
E das duas hipóteses seguintes, uma acontece: a) Houve escolha prévia ao pensamento e pode ter sido correcta ou não, ou b) foi preciso muito tempo para escolher acertadamente.
A percepção é resultado das diferenças entre os estímulos disponíveis na situação, aliada às experiências anteriores de reforço, punição e/ou familiaridade.
É preciso demorar algum tempo, pensar, ver bem o que está a nossa volta e realizar uma boa avaliação da situação para se escolher a opção correcta. Se não, vamos pela percepção, e pode estar certo ou errado.
            A tua escolha foi para que botão?
Tiago A. G. Fonseca

sábado, 24 de novembro de 2012

Realidade e Percepção


Realidade e Percepção: Dois Amigos Lado a Lado

Disse Bandura que mais importante do que a realidade em si, é a forma como a percepcionamos, pois essa é que é a nossa realidade.
É com esta percepção que vivemos, influenciando o mundo e sendo influenciado por ele. Não com a realidade. Essa não é universal, pois, uma vez mais, depende da percepção de cada um. Assim, cada individuo tem a sua própria realidade. Não obstante de que, em termos universais, existe uma realidade onde nos inserimos todos e que contêm as formas do mundo, as suas regras, a sua cultura, os seus hábitos e costumes.

O nosso mundo - a nossa realidade - apenas vai até onde o deixarmos ir, no sentido em que apenas percepcionamos o que estivermos dispostos e capacitados a percepcionar. Dispostos no sentido do nosso estado de espírito, forma psicológica, motivação, situação, sentimentos, emoções e sentimentos envolvidos. Capacitados no sentido da nossa adaptação ao mundo, das nossas experiências desse mundo, das nossas bases psicológicas para esse mundo.

De qualquer forma, e apesar das variáveis, uma coisa parece ser certa: ao limitar o nosso pensamento a um factor ou variável, arriscamo-nos a que, na sua ausência, o nosso pensamento se torne limitado. É preciso estar disposto a perceber bem e é necessário estar capacitado para essa boa compreensão.
Só assim seremos indivíduos com uma boa adaptação ao que nos rodeia, prontos para evoluir e pensar numa realidade transformada por nós, diariamente.

De uma forma mais leviana, com algum humor, a imagem seguinte representa tudo isto.


Curiosamente, a imagem foi retirada do Google.
 

Tiago A. G. Fonseca